A Tradição não é uma Prisão

Além das aptidões e das qualidades herdadas, é a tradição que faz de nós aquilo que somos.

Albert Einstein

No artigo A Perda de Identidade e a Crise no Espírito do Século XXI foram tecidas algumas considerações a respeito da perda identitária do homem ocidental e sua relação com o enfraquecimento do ethos dos povos cristianizados. Perda identitária que, por sua vez, foi intensificada pelo crescimento do materialismo e pelos apelos da sociedade de consumo contemporânea. Mostraremos neste texto que a perda identitária à que nos referimos reflete-se, também, na relação do homem com o que mantém esse ethos, ou seja, a tradição.  Continue lendo “A Tradição não é uma Prisão”

SOMOS PAGÃOS?

A Máscara das Quatro Estações – Walter Crane

Não é nenhuma novidade que a palavra “pagão” foi retomada e ressignificada no contexto dos movimentos neopagãos que se originaram em meados do século XX. Da mesma maneira, foram retomadas e ressignificadas as palavras “bruxa” e “bruxaria”. Nos dias de hoje, porém, alguns segmentos, na tentativa de escapar ao contexto generalista neopagão, vêm tentando desvincular-se das terminologias “bruxaria” e “paganismo”. Continue lendo “SOMOS PAGÃOS?”

A Perda de Identidade e a Crise do Espírito no Século XXI

Uma das características mais perceptíveis no mundo ocidental atual é a de que, de uma maneira geral, as pessoas parecem estar muito confusas. Há uma incessante procura por algo que lhes dê significado e, ao mesmo tempo, uma tentativa de abandono de rótulos e definições antigas por medo delas serem demasiado limitantes. Essa busca frenética por uma identidade ocorre, paradoxalmente, junto a um afastamento efetivo das identidades pré-existentes. Continue lendo “A Perda de Identidade e a Crise do Espírito no Século XXI”

Hino a Prometheus

*Com fumigação de funcho.

 Prometheu, benfazejo titã, o rebelde divino; visionário de misteriosas veredas, desafiador que jamais se conforma; tu, que ousaste se opôr à onipotência de Zeus Soberano e assim se tornou a Sua justa medida; tu, que pelo teu ato de suprema desobediência, uniu outra vez o Céu e a Terra, há muito separados pelo Tempo, no âmago dos homens mortais. 

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Dogma versus Fundamento

Ultimamente venho observando como algumas palavras que caem no vernáculo popular acabam se distanciando de seu sentido original para assumir outro, no mais das vezes muito diferentes. Um exemplo no qual bato bastante diz respeito à palavra “opinião”, que não é e nunca foi essa conclusão rasa, no mais das vezes sem base alguma, que a maior parte das pessoas assume como certa. Outro exemplo é a palavra “preconceito”, que de uma ideia pré-concebida, um conhecimento especulativo que todos nós possuímos sobre um ou outro assunto (afinal ninguém sabe tudo sobre tudo), muitas vezes assume o sentido de discriminação e até ofensa. Continue lendo “Dogma versus Fundamento”